Então... caminhando, parando, falando um festival de bobagens...chegamos até Pont Neuf. Lá resolvemos mandar a Eliana de volta prá casa porque ela estava mancando e gemendo e ainda eram 4 da tarde... Entrei com ela no M7 Gobelins e me despedi dizendo que mais à noite estaríamos de volta.
Subi para encontrar a Sandra que me esperava na boca do Metro, para seguirmos em direção ao Marais onde iríamos a um armarinho maravilhoso que haviámos visto há uns dias atrás... Sandra, então, olhou prá mim aliviada e disse: então, vc. colocou ela direitinho lá dentro e deu a chave de casa?? Oh my God!!! a chave tinha ficado comigo e a Eliana foi embora sem chave!!! Caramba, que meeerda!Saí correndo de volta para dentro do Metro e a Eliana, pela primeira vez na vida, tinha ido célere pra o vagão que saiu imediatamente e eu fiquei olhando o rabo do trem diminuindo.... Entrei no próximo rezando para ela continuar em frente e chegar ao Gobelins...Quando desci no Gobelins, saí desabalada pela escada rolante para chegar à casa e encontra-la lá, provavelmente bestando e pensando como iria fazer sem a chave...Como a Eliana é a Eliana, eu cheguei primeiro, fui até o apartamento e ela não só não havia chegado como nem tinha falado com o conciérge (o português Picão (oooops)).
Voltei para a calçada, e lá longe vinha a Eliana se sacudindo lateralmente como um grande transatlântico, toda feliz e sem nenhum problema por ter chegado sem chave. Ela disse que quando se lembrou que estava sem a chave iria pedir a assistência do Sr. Picão e que tudo estaria resolvido. E eu, a bestona aqui, louca de medo de perdê-la novamente. Imagina o que a gente iria dizer prá mamâe...
Assim sendo, entreguei a chave, corri de volta para o Metro, desci na Pont Neuf e encontrei a Sandra que me eperava num Café, nervosíssima, comendo crêpe sucré e tomando café.
Saímos, finalmente atrás do tal armarinho que encontramos 1h e meia depois de andarmos uns 5 Km...Foi ótimo, mas estamos quebradas. Menos a Eliana, é claro, que está fresca e descansadinha...
